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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

TALLER: TEATRO DEL OPRIMIDO



Todos los seres humanos son actores, porque actúan,
y espectadores, porque observan.
Todos somos espect-actores.
El teatro es algo que existe dentro de cada ser humano.
El lenguaje teatral es el lenguaje humano por excelencia.
(Augusto Boal)

El Teatro del Oprimido es una metodología teatral sistematizada por el teatrólogo brasileño Augusto Boal (1931-2009), que busca acercar el teatro a cualquier persona con ganas de expresarse por medio de este arte, visto como un ensayo para la transformación de la vida en sociedad.

Este Seminario Taller será entregado por Marcio Costa y Ricardo Ribeiro, del Núcleo de Creación en Artes y Educación “Los Colectores de Sueños”, de Brasil, y será impartido en dependencias del Centro Cultural La Mandrágora, los días 3 y 4 de febrero (desde las 16ºº a las 20ºº horas), con un total de 8 horas cronológicas.

Esta actividad se enmarca dentro de las acciones de intercambio cultural que La Mandrágora viene realizando desde el año 2008, en su proyecto Residencia Artística-Social, el que actualmente lo componen personas provenientes de 3 países, quienes realizan acciones artísticas que fortalecen el desarrollo integral de la comunidad.

Serán trabajados en este Taller:

•         Historia y Principios éticos del Teatro del Oprimido;
•         Juegos y ejercicios de desmecanización del cuerpo;
•         Técnicas de Teatro-Imagen, Teatro Periódico y Teatro-Foro.

Público Objetivo: integrantes de grupos teatrales, profesores, educadores populares, estudiantes, trabajadores, indígenas, dirigentes sociales, miembros de escuelas, ONG’s y organizaciones sociales, y toda persona que se sienta interesada o motivada en adquirir herramientas de trabajo artístico vinculado con el desarrollo social.

Fecha de realización
Viernes 3 de febrero desde las 16ºº a las 20ºº horas
Sábado 4 de febrero desde las 16ºº a las 20ºº horas

Valor $5.000
Se entregará certificación
Inscripciones hasta el 1 de febrero en
Teléfonos: (32) 2863198 / 73101410

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

ENSAIO ABERTO: FOMENTO AO TEATRO


A Cooperativa Paulista de Teatro postou, em seu site, uma série chamada

Ensaio Aberto - Fomento ao Teatro

composta por 12 programas que enfocam a trajetória da Lei Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, abordando desde as discussões que levaram à sua criação e implantação, até os desdobramentos dessa lei no que diz respeito ao fortalecimento do teatro de grupo na cidade.

Os programas têm os seguintes títulos:

I - Arte contra a barbárie
II- A Lei de Fomento
III- O teatro contra a ditadura
IV- Teatro-grupo & teatro-mercadoria
V- A contrapartida social
VI- Teatro político e social
VII- Políticas públicas para o teatro
VIII- Trabalhadores do teatro
IX - A formação do artista
X - O teatro na luta de classes
XI - A indústria cultural
XII - A luta continua

Os programas podem ser visualizados e baixados no site:

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Decreto de São Paulo sobre a arte nas ruas

Esses dias, tivemos uma boa e irônica notícia: um decreto da Prefeitura de São Paulo que reconhece o direito de expressão dos artistas de rua. Digo "irônica" pela necessidade de um decreto que reafirme um direito constituicional; direito que, por sinal, vinha sendo desrespeitado pela própria Prefeitura, na gestão Kassab.

De qualquer forma, esse decreto é uma conquista dos artistas de rua do Brasil inteiro, que há tempos vêm se manifestando contra as condições nada favoráveis com que lidam diariamente. Em março de 2011, o Congresso Brasileiro de Teatro elaborou uma Carta contendo uma Moção de Repúdio à Criminalização do Artista de Rua (a Carta foi postada aqui no blog, no mês de março).

No entanto, a verdadeira conquista não está no papel: estará nas ruas, na livre-expressão dos artistas, dos cidadãos. E não apenas como uma atração turística da cidade, mas exercendo um papel que é o de possibilitar que os espaços públicos sejam pontos de encontro, de trocas, de reflexão e diversão; que as ruas, praças e calçadões não sejam somente apenas lugares para se passar, mas também para ESTAR.

A seguir, a íntegra desse documento que, a meu ver, deve ser bem lido, inclusive em suas entrelinhas - naquilo que "permite" e no que proibe. Chamo atenção, especialmente, para o artigo 9 do decreto: uma brecha que o poder costuma usar muito bem para justificar suas arbitrariedades.

*                    *                    *

DECRETO Nº 52.504, DE 19 DE JULHO DE 2011

Disciplina a utilização de vias e logradouros públicos da Cidade de São Paulo para a apresentação de artistas de rua.

Gilberto Kassab, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, CONSIDERANDO a necessidade de definição de regras e critérios objetivos pelo Poder Público Municipal, visando preservar a livre expressão das atividades e manifestações artísticas e culturais nas vias e logradouros públicos da Cidade de São Paulo, bem como assegurar o bem-estar da população, D E C R E T A:

Art. 1º. Fica permitida aos artistas, em caráter experimental, na forma regulamentada por este decreto, a apresentação gratuita de seu trabalho em vias, parques e praças públicas, observado o disposto na Constituição Federal, sendo vedada qualquer forma de comercialização em tais apresentações.

Art. 2º. As manifestações artísticas permitidas por este decreto são as seguintes:
I - música executada individualmente ou em grupo, ao vivo, com ou sem auxílio de instrumentos musicais;
II - dança executada individualmente ou em grupo;
III - malabarismo ou outra atividade circense;
IV - teatro;
V - poesia e literatura apresentadas de forma declamada ou em exposição física das obras.

Parágrafo único. Em todas as atividades e apresentações artísticas e culturais previstas nos incisos I a V do “caput” deste artigo deverão ser obedecidos os parâmetros de incomodidade e os níveis máximos de ruído estabelecidos para cada zona da Cidade pela Lei nº 13.885, de 25 de agosto de 2004, especialmente nos casos em que sejam utilizados instrumentos musicais ou aparelhos de som.

Art. 3º. Os artistas deverão permanecer de forma transitória nas vias, parques e praças públicas, vedada qualquer forma de reserva de espaço para uso exclusivo, devendo tal utilização limitar-se exclusivamente ao período de execução da manifestação artística.

Art. 4º. As atividades que necessitem de montagem de estrutura para sua execução somente poderão ser realizadas em parques e praças públicas, desde que respeitado o livre trânsito de pessoas e a integridade das áreas verdes e demais instalações do logradouro, com observância das seguintes regras:
I - os pisos elevados de madeira, estrutura metálica ou de qualquer outro material deverão ter área máxima de 6m² (seis metros quadrados) e altura de até 50cm (cinquenta centímetros), podendo ser instalados mediante prévia comunicação à SVMA ou à Subprefeitura competente, conforme o caso, desde que:
a) sejam utilizadas estruturas de montagem manual e facilmente removíveis, que deverão ser retiradas pelo artista imediatamente após o término da apresentação;
b) não possuam nenhum tipo de estrutura vertical além do piso;
c) tenham todas as laterais fechadas;
II - qualquer outro tipo de estrutura para realização do evento dependerá de Alvará de Autorização, expedido pela Subprefeitura competente, nos termos da legislação pertinente;
III - atividades que necessitem de utilização de veículos dependerão de prévia concordância da Companhia de Engenharia de Tráfego - CET.

Art. 5º. Além da observância ao disposto nos artigos 2º e 3º deste decreto, as apresentações e manifestações artísticas e culturais realizadas em vias públicas deverão obedecer sempre as seguintes normas:
I - deverá ser mantido o mínimo de 1,20m (um metro e vinte centímetros) de calçada livre e desimpedida para tráfego de pedestres, respeitada a ocupação máxima de 1/3 (um terço) da largura total do passeio;
II - deverão ser respeitados a livre circulação de pedestres e o tráfego de veículos, bem como preservados os bens particulares e de uso comum do povo.

Art. 6º. Ao artista que se apresentar nas vias, parques e praças públicas é permitido aceitar contribuições pecuniárias, desde que feitas de forma voluntária pela população, sem qualquer tipo de imposição.

Art. 7º. No que se refere aos parques municipais, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente editará portaria, estabelecendo normas específicas para sua utilização, considerando as características próprias dessas áreas verdes, bem como a natureza das apresentações artísticas ou culturais.

Art. 8º. O descumprimento ao disposto neste decreto ensejará a suspensão da apresentação, bem como a apreensão dos equipamentos e materiais utilizados.

Art. 9º. A Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras poderá editar portaria contendo normas complementares à execução deste decreto.

Art. 10. Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação.

Prefeitura do Município de São Paulo, aos 19 de julho de 2011, 458º da fundação de São Paulo.
Gilberto Kassab, Prefeiro
Ronaldo Souza Camargo, Secretário Municipal de Coordenação das Subprefeituras
Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente
Giovanni Palermo, Secretário do Governo Municipal – Substituto Publicado na Secretaria do Governo Municipal, em 19 de julho de 2011.

domingo, 10 de abril de 2011

Inscrições abertas para Encontro de Teatro no Chile


El Colectivo Teatral La Mandrágora, de Viña del Mar, convoca a las Compañías, Colectivos, Organizaciones, Grupos de Artes Escénicas, denominadas en estas bases Organizaciones Artísticas (OOAA), a integrar el VII Encuentro de Teatro: Achupallas, Un Cerro de Cultura, a celebrarse los días 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13 y 14 de Noviembre del año 2011, en el sector de Santa Julia – Achupallas, en la ciudad de Viña del Mar – Chile.

ANTECEDENTES DE LA ORGANIZACIÓN

La Mandrágora es una organización comunitaria, que a partir del año 2004 se radica, con sus integrantes, en la población de Achupallas de Viña del Mar - Chile. Aquí, imparte anualmente una diversidad de talleres y actividades de carácter masivo que van en directo beneficio del desarrollo equitativo de la sociedad, dentro de las cuales destacan: biblioteca comunitaria; encuentros literarios; encuentros de bandas musicales; red de apoyo con escuelas, liceos, instituciones y organizaciones sociales del sector; ciclos de cine; sala internet, entre otras. Todas estas acciones se desarrollan de forma voluntaria y totalmente gratuita para la sociedad.

La Mandrágora fortalece el derecho a la cultura y a la educación, aportando significativamente al desarrollo de una sociedad más justa. Por ello, el Encuentro de Teatro se destaca a nivel nacional por ser completamente voluntario y gratuito para el público, por ser un referente del arte teatral chileno y por ser el evento teatral más grande de la región de Valparaíso, que genera un real compromiso y vinculación del arte con su entorno social; además se caracteriza por ser realizado en una población integrando a sus habitantes en la ejecución del evento y utilizando sus espacios públicos en el desarrollo del Encuentro de Teatro.

ANTECEDENTES DEL EVENTO

Las presentaciones de cada agrupación serán en espacios públicos, interviniendo avenidas principales, plazas, canchas deportivas, sedes comunitarias, de la población de Achupallas – Santa Julia, y serán distribuidas e incorporadas en el programa de acuerdo a temática, requerimientos técnicos y otras variables que se considerarán en la selección de las obras. El evento tiene un carácter gratuito y masivo para el público, por lo que no se pagarán honorarios a las compañías participantes.

Las actividades que se realizarán al interior del encuentro son:
- Ceremonia de Lanzamiento, precedida por un Carnaval Callejero, con murgas, marionetas gigantes, carros alegóricos, entre otros;
- Funciones (los participantes deberán presentar mínimo una función, antecedida o precedida por una breve reseña y conversación – análisis con el público asistente).
- Foros, charlas, debates, comparsas, talleres especializados, en los cuales podrán participar los artistas convocados y público en general.
- Homenaje a Maestros del Teatro;
- Ciclos de documentales de los países participantes;
- Intervenciones socio-artísticas y visitas a hogares de niños y ancianos, hospitales;
- Instalaciones visuales en la población;
- Mejoramiento y/o construcción de espacios públicos;
- Ampliación y Mejora del Museo Callejero.

Todas estas actividades se realizan con la intención de generar espacios comunes de participación entre las demás organizaciones artísticas integrantes del evento y los pobladores participantes.
En estas actividades podrán participar las organizaciones sociales e instituciones que de alguna manera están ligadas a la realización del evento (y así lo acredite la organización).

PROCESO DE SELECCIÓN

En el Encuentro podrán participar las Compañías, Colectivos, Organizaciones, Grupos de Artes Escénicas, de trayectoria y emergentes, locales, regionales, nacionales e internacionales, denominadas en estas bases Organizaciones Artísticas (OOAA).

El evento no tiene carácter competitivo, ni es remunerado: se trata de un evento con un fuerte carácter artístico-sociocultural y voluntario.

La presente convocatoria se encuentra abierta desde el día 12 de diciembre 2010 y se extienden hasta el día 30 de Agosto de 2011:


DOCUMENTOS A PRESENTAR

1. Carta Presentación: enviar carta dirigida a la organización, en la que se indicará nombre del grupo postulante, nombre con firma digitalizada del o la representante y expresar la intención de participación en el evento.

2. Ficha Técnica:
- Envío de planilla con ficha técnica de la OOAA;
- Currículum de la OOAA y del director con firma;
- Datos del Montaje, datos de todos y cada uno de los integrantes de las OOAA junto a su función dentro del montaje;
- Fotos digitalizadas y video.

Se enviará una invitación formal, para los fines que la organización estime conveniente (obtención de recursos, difusión, tiempos de viaje, entre otros).

COMPROMISOS DE LA ORGANIZACIÓN

La organización se compromete a otorgar a las delegaciones participantes el alojamiento (se solicita traer ropa de cama o saco de dormir.), alimentación (desayuno, almuerzo, once, cena y colaciones) y transporte interno (las compañías nacionales podrán obtener hasta un 100% del financiamiento de su traslado desde regiones a Viña del Mar, si así lo requieren). Para las compañías extranjeras, el traslado será efectuado desde aeropuerto de Santiago a la sede del evento.

Las OOAA serán fortalecidas a través de un importante despliegue publicitario. Además, habrá coordinación con instituciones de salud, por alguna eventualidad, durante todo el evento.
El Encuentro colaborará con cada OOAA participante, en la producción escenográfica, técnica, iluminación y amplificación. Sin embargo cada grupo es responsable por hacer llegar sus requerimientos con la anticipación necesaria en la etapa de postulación. Todo requerimiento fuera de fecha límite de presentación será de completa y absoluta responsabilidad de la OOAA.

REQUERIMIENTOS

Enviar Carta y Ficha de Inscripción con los materiales que se solicitan anteriormente.

Para inscripción e informaciones:
Centro Cultural y Colectivo Teatral La Mandrágora

www.mandragora.cl
www.fotolog.com/mandralog
encuentroteatroachupallas@gmail.com

sábado, 9 de abril de 2011

Projeto de residência artística e social no Chile



El Centro Cultural y Colectivo Teatral La Mandrágora convoca a todas las personas interesadas en ser parte del Proyecto Residencia Socio-Artística 2011.

La generación de este espacio tiene como fin ofrecer a estudiantes, artistas, profesionales, trabajadores(as), una oportunidad de residencia gratuita para el desarrollo de sus capacidades y para el fortalecimiento del vínculo entre los integrantes de la residencia y su entorno.


Antecedentes generales de la postulación

El Centro Cultural y Colectivo Teatral La Mandrágora invita a presentar sus postulaciones a quienes estén interesados en ser parte de la Residencia Mandrágora, a través del alojamiento gratuito, en periodo de 3, 6 ó 12 meses - plazo en que los seleccionados deberán realizar sus intervenciones socio–artísticas, educativas, de forma voluntaria para la comunidad beneficiada por el Centro Cultural La Mandrágora.


Para ello se deben cumplir los siguientes requisitos:
 - Ser estudiantes, profesionales y trabajadores(as) que se sientan identificados con el Proyecto Mandrágora y su quehacer ligado a las esferas artísticas, sociales, culturales, educativas, psicológicas, políticas.
- Capacidad en: trabajo en equipo, resolución de conflictos, pro-actividad, de autocrítica, valoración y vinculación con la población, visión crítica de la sociedad y las problemáticas contingentes.
- Tener disponibilidad para implicarse con las acciones que se generen desde la organización generada con los integrantes de la residencia, durante el tiempo de permanencia.
- Participar del proceso de selección que señale la organización que se estipula en estas bases.

Proceso de selección

Envío de los siguientes documentos:

- Curriculum vitae
- Carta de motivación personal para participar de este proyecto.
- Asistir a entrevista personal que se desarrollará en el Centro Cultural y se coordinará con los participantes.
- Participar de una instancia creativa grupal que se generará en la organización.

Plazos

- Envío de antecedentes: desde diciembre del 2010 hasta el 26 de Abril del 2011.
- Entrevista personal: mes de abril.
- Resultados: 30 de abril del 2011.

Para mayor información:

E-Mail: residenciamandragora@gmail.com

Saludos Fraternos
Centro Cultural y Colectivo Teatral La Mandrágora

terça-feira, 29 de março de 2011

Congresso Brasileiro de Teatro


O Congresso Brasileiro de Teatro, realizado em Osasco, São Paulo, nos dias 26 e 27 de março de 2011, que reuniu profissionais do teatro nacional de vinte estados e do Distrito Federal, com os objetivos de:
discutir e refletir sobre as atuais políticas públicas culturais executadas pelas instâncias públicas e privadas;
e assegurar o debate e a implantação das propostas do setor teatral elaboradas e apresentadas à sociedade e ao Estado, ao longo dos últimos oito anos, decidiu:
considerando os relatos dos congressistas que comprovam que os espaços públicos no Brasil tem sido privatizados, por meio de cobrança de taxas, proibição aos artistas de exercer seu ofício, com o uso de violência física e moral, apesar do artigo 5º da Constituição Federal Brasileira garantir o direito de ir e vir e a liberdade de expressão, entendemos que a mesma está sendo desrespeitada nas instâncias municipal, estadual e federal;
- elaborar instrumentos jurídicos que regulem a ocupação dos prédios públicos ociosos, bem como imóveis que tenham possibilidade de agregar os artistas;
- criar uma comissão para impetrar uma carta-denúncia que deverá ser entregue em audiência com a Ministra da Secretaria Nacional de Direitos Humanos;
- apoiar o projeto de lei federal apresentado pelo Dep. Fed. Vicente Cândido, lido em plenária, que regulamenta a garantia deste direito.
E, também,
considerando os esforços realizados no Congresso Brasileiro de Teatro (1979, em Arcozelo) Movimento Brasileiro de Teatro de Grupo (anos 80), o Movimento Arte Contra à Barbárie (1998), Redemoinho (2004-2009), Rede Brasileira de Teatro de Rua (2007), que culminaram na elaboração da Lei Prêmio do Teatro Brasileiro,
- exigir, em caráter de urgência, a sua votação pelo Congresso Nacional e, posteriormente, a sua implementação pelo Ministério da Cultura;
- fazer mobilização nacional pela votação imediata do Prêmio Teatro Brasileiro;
A plenária do Congresso Brasileiro de Teatro exige, ainda:
- aprovação imediata do Projeto de Lei PROCULTURA, no qual está inserido o Premio Teatro Brasileiro, com dotação orçamentária própria em Lei especifica;
- a execução, pela FUNARTE, dos editais relacionados ao Fundo Setorial de Artes Cênicas;
- a definição do dia 27 de março como o Dia Nacional de Mobilização do Teatro;
Ficou decidido que a data do 2º. Congresso Brasileiro de Teatro será dias 06,07 e 08 de abril de 2012 em Brasília, Distrito Federal.
Osasco, 27 de março de 2011, Dia Mundial do Teatro.

MOÇÃO DE REPÚDIO À RENÚNCIA FISCAL

O Congresso Brasileiro de Teatro, realizado na cidade de Osasco (SP), nos dias 26 e 27 de março de 2011, repúdia todas as formas de renúncia  fiscal por considerar que estas não atendem às necessidades reais dos trabalhadores da cultura e também da população brasileira, fazendo com que o destino dos fundos públicos sejam transferidos às grandes empresas e seu fim determinado por profissionais de marketing, os quais seguem a lógica estrita do lucro.


Este modelo causa uma grande distorção na distribuição de recursos, centralizando-os nas metrópoles, aprofundando, assim, as desigualdades na distribuição de investimentos que provém de tributos e são, portanto, recursos públicos.
A renúncia fiscal beneficia projetos artísticos alheios à diversidade da produção existente, já que viabiliza produções que atendam a lógica do mercado. Além disso, exclui a maioria da população brasileira ao acesso à cultura, impondo ingressos a custos elevados e outras estratégias de exclusão.
Por não vislumbrarmos outra possibilidade além do compromisso do Estado em garantir investimento direto na cultura, sem intermediações do setor privado, exigimos a extinção do modelo de renúncia fiscal.

Osasco, 27 de março de 2011, Dia Mundial do Teatro.


MOÇÃO DE REPÚDIO
À CRIMINALIZAÇÃO DO ARTISTA DE RUA

Nós, artistas reunidos no Congresso Brasileiro de Teatro, realizado na cidade de Osasco-SP, nos dias 26 e 27 de março de 2011, repudiamos as ações de repressão do Estado que vêm acontecendo em todo o território nacional, desrespeitando o cumprimento do artigo 5°, inciso IX da constituição federal, que garante a livre expressão da atividade intelectual, artística e de comunicação, independentemente de censura ou licença nos espaços públicos.
As ações de coibição, repressão, apreensão de material de trabalho, prisão e agressão de artistas, além da cobrança de taxas, privatização dos espaços públicos e outras exigências que inviabilizam a utilização desses espaços por parte do artista, ferem os diretos garantidos em lei na constituição federal.
Portanto, cobramos do estado uma ação contundente e imediata de isenção de quaisquer taxas e exigências documentais, e que faça valer o direito constitucional de liberdade de expressão e utilização do espaço público.
Osasco, 27 de março de 2011.
Congresso Brasileiro de Teatro

sábado, 19 de março de 2011

Homenagem a Augusto Boal: 80 anos



(Carta escrita pela psicanalista Maria Rita Kehl, em homenagem a Augusto Boal, que completaria 80 anos neste mês).

Lições de Boal
É muito bom quando uma amizade, além de nos fazer companhia, nos ajuda a entender o mundo. Acho que com o Augusto, todas as amizades eram assim. Duvido que alguém tenha passado por ele sem aprender muito. Mas, como todos sabem, ele não era nem um pouco professoral. Simplesmente o modo de ele estar no mundo, com o outro, era este: pensante, pensante, pensante. Pensava com entusiasmo, descobria e transmitia com entusiasmo. Por isso, ensinava.
Conheci a Cecília [esposa de Boal] em 1998, mas só em 2003 o Augusto quebrou o isolamento produtivo em que ele ficava, na salinha que eu chamava de seu “aquário”, para conversar comigo. Isto aconteceu depois que a Cecília conseguiu convencê-lo a ir ouvir uma conferência minha sobre televisão e Sociedade do espetáculo (Guy Debord).  Eu estava toda orgulhosa de ter decifrado um pouco o livro do Debord, que parece fácil, mas é encrencadíssimo. Augusto ouviu até o fim, fez boas perguntas e observações no debate, sem nenhuma arrogância por ser o homem mais importante daquela sala. A partir desse dia, fui considerada uma interlocutora. Ele saía do aquário para conversar comigo. Fiquei vaidosa, claro. Mas demorei a perceber que o interesse dele pela conversa tinha muito mais de generosidade do que parecia. Ele não tinha nada a aprender comigo, embora tenha percebido em mim, rapidamente, uma aliada. Mas percebeu também que poderia me ajudar a ampliar meu horizonte de psicanalista de esquerda.
Aquilo que aprendi com ele, ainda não terminei de processar – porque Augusto não era acadêmico, nunca me deu textos prá ler nem citou autores difíceis. Ele sentava por perto, quando eu tomava café em sua casa, e puxava um assunto. Vou direto ao ponto: com ele entendi que a subjetividade é um palco e nós, que nos achamos tão espontâneos e autênticos, estamos sempre representando. A idéia tão avançada da sociedade do espetáculo não está errada, mas Guy Debord acrescentou apenas um parágrafo na longa história da teatralidade humana. O que o Boal me disse, para começo de conversa, foi que as sociedades de corte também dependiam do espetáculo para assegurar a continuidade do poder. As festas da coroação, os casamentos reais, tudo o que a corte fazia era aberto e exibido para a plebe, de modo que as pessoas se sentissem participantes do espetáculo, sem perceber que não eram participantes do poder. A Roma do “pão e circo” também usava o espetáculo para sustentar o império. A idéia de sociedade do espetáculo, portanto, não é contemporânea – o que mudou, com a televisão, a publicidade etc., foram os meios de globalização do espetáculo, que com isso também se tornou mais onipresente e mais permanente na vida das pessoas.
Depois aprendi que essa conversa de “somos todos atores” não é demagogia para desinibir os jovens aspirantes a entrar no teatro. Somos todos atores porque nosso ser, desde o mais íntimo, é inseparável daquilo que mostramos para o Outro. Somos seres públicos, mesmo nos casos em que a família seja a única platéia de uma vida toda – o que é muito pouco, porque a partir da infância,  o sujeito cresce e se realiza ao se projetar em círculos maiores do que este primordial, familiar. E tem mais: aquilo que encenamos para o outro, e o modo como o outro nos interpreta, ajuda a formar nossa subjetividade.
Assim, há sociedades que exigem de nós personagens poderosos, corajosos, heróicos, justos – como as ordens de cavalaria do final da Idade Média – e contribuem para que, representando este papel, nos tornemos mais corajosos, talvez heróicos, relativamente justos. Há sociedades, como a atual, que incentivam personagens exibidos, consumistas, egoístas, voltados para o prazer individual – e conseguem formar pessoas assim, porque é assim que respondemos ao papel que esperam que representemos. Claro que a subjetividade comporta outras dimensões, mas com Boal entendi o enorme peso desta dimensão pública, teatral, que faz parte do mais profundo no nosso ser.
Entendi também que o papel que escolhemos representar, nos modifica. Este é o “milagre” operado pelo Teatro do Oprimido. Quando escolhemos o papel de agentes transformadores da realidade em que vivemos, este papel há de nos transformar para que sejamos capazes de contribuir com a transformação social. Se escolhermos o papel de vítimas passivas, ficaremos passivos e vitimados, a fazer um teatrinho de lamúrias e denúncias. Se fizermos do teatro um instrumento político ele há de nos transformar em agentes transformadores no espaço público. Se fizermos dele um instrumento terapêutico, ele pode curar alguns de nossos sintomas, mas também pode nos transformar em sujeitos centrados na nossa própria psicologia, que só se compreendem no mundo a partir das pequenas patologias da vida privada.

Que personagens desejamos ser, que enredo escolhemos representar? Augusto deixou esta pergunta a todos. Sabia que não podia respondê-la por nós, pois ninguém escolhe pelo outro. Os integrantes do CTO terão que continuar escolhendo sempre, a cada novo conflito, a cada nova crise, o papel que desejam representar e os sujeitos em que desejam se transformar.
E a cada nova escolha, vale a pena recordar aquelas que foram feitas, com muita coerência e sinceridade, pelo nosso querido Boal. Pois ele era um personagem ambulante de si mesmo, tão completamente, que nunca falsificava seu próprio papel. Ele tornou-se o homem transformador e inspirador de transformações alheias – um papel que, desde bem jovem, escolheu representar.
Longa vida à memória de Augusto Boal.

III Semana de Arte-Educação